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Tinta do Futuro estará em destaque na ABRAFATI 2013, o principal evento do setor de tintas na América Latina

No Congresso Internacional de Tintas e na Exposição de Fornecedores, que se realizam de 16 a 18 de setembro deste ano, será possível conhecer as mais importantes inovações e soluções avançadas relacionadas à sustentabilidade.

Reconhecido como um dos mais importantes eventos da cadeia de tintas no mundo, a ABRAFATI 2013 será mais um forte estímulo para os negócios em 2013, por proporcionar às empresas a oportunidade de mostrar seus desenvolvimentos recentes, conhecer novas soluções, estreitar relacionamentos e verificar todo o imenso potencial de crescimento do setor.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento tecnológico do setor será impulsionado, com os principais especialistas internacionais compartilhando com o público seus estudos e pesquisas, permitindo conhecer os caminhos que levarão à tinta do futuro. “Será, uma vez mais, uma excelente ocasião para ter uma visão abrangente do que existe de mais inovador e sustentável em termos de matérias-primas, formulação, aplicação de tecnologias, incremento de performance, funcionalidades e muitos outros aspectos” afirma Dilson Ferreira, presidente-executivo da ABRAFATI – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas. “A abrangente programação contribuirá para que os profissionais do setor aprofundem seus conhecimentos e tenham uma visão panorâmica daquilo que já está acontecendo e das tendências futuras”, acrescenta.

Mais de 200 empresas, do Brasil e do exterior, participarão da Exposição, confiantes no seu papel para os negócios, assim como para o conhecimento dos caminhos futuros do setor. “A ABRAFATI 2013 será ainda mais internacional, pois o mundo todo está de olho no País, cuja visibilidade se torna ainda mais forte neste momento em função da proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas”, destaca Dilson Ferreira.

Ficha técnica

ABRAFATI 2013

13º Congresso Internacional de Tintas

13ª Exposição Internacional de Fornecedores para Tintas

Data: de 16 a 18 de setembro de 2013

Local: Transamérica Expo Center

São Paulo/Brasil

Informações: www.abrafati2013.com.br

 

ABRAFATI SE UNE A OUTROS SETORES EM PROPOSTA PARA ATENDER À POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Documento conjunto de fabricantes de embalagens e de envasadores de produtos foi entregue à ministra do Meio Ambiente.

No último dia 19 de dezembro, a ABRAFATI deu mais um importante passo na estratégia desenvolvida para atender às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Juntamente com entidades que representam fabricantes de embalagens e segmentos usuários (como os de refrigerantes, cervejas, alimentos, produtos de limpeza e outros), reunidas no grupo Coalizão Empresarial, assinou uma Proposta de Acordo Setorial de Embalagens entregue em mãos à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O documento estabelece metas e prazos para que as embalagens de diversos tipos de produtos – entre os quais as tintas – recebam destinação correta, evitando que cheguem aos aterros sanitários.

“Temos trabalhado em conjunto com a nossa cadeia produtiva, com o governo e com outros agentes, para encontrar as melhores soluções relacionadas à destinação das embalagens de tintas imobiliárias pós-consumo. A participação nesse Acordo Setorial confirma a nossa disposição de contribuir para o desenvolvimento com sustentabilidade, atendendo às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e buscando as melhores práticas nessa área. Vamos seguir com esse trabalho, que deve dar especial atenção às atividades de conscientização de consumidores, pintores, revendedores, oficinas e outros públicos”, afirma Dilson Ferreira, presidente-executivo da ABRAFATI.

PRÊMIO DE CIÊNCIA EM TINTAS RECONHECE ESTUDOS INOVADORES, COM FOCO NA SUSTENTABILIDADE

No último dia 12 de dezembro, realizou-se em São Paulo a cerimônia de entrega do 14º Prêmio ABRAFATI-Petrobras de Ciência em Tintas. Os autores de três estudos de alto nível técnico foram reconhecidos, a partir da avaliação feita por uma Comissão Julgadora formada por especialistas da indústria.

O primeiro lugar foi conquistado pelo pesquisador Fernando Codelo Nascimento, do IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, juntamente com sua orientadora, professora doutora Celina Lopes Duarte. O inovador trabalho apresentado teve como tema o tratamento de efluentes de indústria de tintas automotivas, de repintura e industriais por radiação ionizante.

A segunda colocação coube a um grupo de pesquisadores da AkzoNobel, formado por Anderson Nunes Mendes, Gerson dos Santos, Paulo Cesar Lorenceto, Priscilla Yukari Itokawa e Rubens Lira Dias, sob a orientação de Mateo Lazzarin. O trabalho da equipe propõe um novo método de cobertura seca, utilizando o Kaizen, com o objetivo de obter aumento da produtividade, redução de custos, menor geração de resíduos e diminuição da pegada de carbono.

Já o terceiro lugar ficou com o engenheiro químico Tiago Honorato da Silva e seu orientador, o professor doutor Paulo Sérgio Calefi, da Unifran – Universidade de Franca. O estudo teve como bases a química verde e a sustentabilidade para o desenvolvimento de um nanopigmento, mostrando a síntese de metaloftalocianina e sua imobilização em caulim in one step.

No total, 12 estudos concorreram à premiação, que há 25 anos estimula a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico da cadeia de tintas, com especial ênfase na sustentabilidade. “Mais uma vez, houve forte interesse dos pesquisadores. São trabalhos científicos com conteúdo original, que representam importantes contribuições para a evolução da cadeia de tintas”, afirma Dilson Ferreira, presidente-executivo da ABRAFATI.

“É uma honra para a Petrobras participar dessa iniciativa, que aproxima a academia e a indústria, além de reforçar o nosso relacionamento com o setor de tintas”, acrescenta Paulo Avelar, gerente de Químicos para Tintas, Adesivos e Borrachas da Petrobras Distribuidora.

FEITINTAS 2012 ESTIMULOU OS NEGÓCIOS E MOSTROU TENDÊNCIAS FUTURAS

Dezenas de expositores apresentaram inovações relacionadas às tintas. Ao mesmo tempo, no Simpósio, especialistas de diversas áreas apontaram tendências e analisaram os possíveis caminhos do setor.

Realizada de 18 a 21 de setembro em São Paulo, a Feitintas 2012 – Feira e Simpósio Internacional de Tintas trouxe uma importante contribuição para o setor, criando um ambiente muito favorável para os negócios e gerando uma forte onda de otimismo em relação às perspectivas futuras.

O evento atraiu milhares de profissionais ligados à fabricação, revenda, especificação, escolha e aplicação de tintas, que fecharam acordos comerciais, estabeleceram valiosos contatos, conheceram inovações e tiveram acesso a análises e informações de especialistas sobre tendências e perspectivas.

Os expositores e os visitantes puderam perceber uma forte evolução no evento, que ganhou novo formato e abrangência, com a definição de um foco bem claro nos negócios e na disseminação do conhecimento, para o qual foram fundamentais diversos aprimoramentos introduzidos nesta edição. A principal inovação da Feitintas 2012 foi a criação do Simpósio Internacional de Tintas. Foram 21 palestras, que atraíram um público total superior a 2.500 pessoas.

A qualidade da programação do Simpósio foi essencial para mobilizar o público-alvo em direção à feira, onde pôde verificar, em estandes repletos de atrações, soluções inovadoras oferecidas pelos fabricantes de tintas, produtos complementares, acessórios e equipamentos. “Os expositores fizeram um grande esforço para atrair os visitantes qualificados que desejavam receber, investindo em estandes acolhedores e, muitas vezes, com a presença de personalidades – como o designer Chip Foose ou o piloto Cacá Bueno – e de objetos com forte apelo para o público, como esculturas de madeira, veículos com pinturas personalizadas e outras. Os vários lançamentos apresentados, as demonstrações do uso de equipamentos e técnicas, a presença de equipes de atendimento bem preparadas e motivadas, o clima de otimismo e animação foram outros fatores fundamentais para o evento ser considerado muito positivo pelos participantes”, afirma Dilson Ferreira, presidente-executivo da ABRAFATI.

Simpósio: conteúdo relevante e visualização de novos caminhos

Os profissionais que assistiram às palestras tiveram acesso a informações e análises valiosas, além de conhecerem cases de sucesso. As oportunidades existentes com a evolução da tecnologia, as mudanças no mercado e a ascensão das novas classes médias foram destacadas, apontando caminhos e possibilidades para inovar e desenvolver negócios nessa nova realidade.

“Ao longo de quatro dias, tivemos um variado leque de temas, tratados por palestrantes conceituados. O objetivo de agregar conteúdo ao evento foi plenamente atingido, contribuindo para que os participantes conheçam informações e reflexões essenciais para atuar em um ambiente em constante evolução”, resume Dilson Ferreira.

Evento marcou comemoração dos 10 anos do PSQ – Tintas Imobiliárias

No dia 19 de setembro, durante a Feitintas 2012, um evento especial celebrou a primeira década do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) – Tintas Imobiliárias, que trouxe resultados muito significativos para o setor, contribuindo para o aprimoramento dos produtos e o ordenamento do mercado. Os 27 fabricantes que participam do programa foram homenageados, assim como os diversos públicos que tiveram papel decisivo no seu desenvolvimento.

Prepare-se para as vendas do fim de ano

Dilson Ferreira*

Todo revendedor sabe que os últimos meses do ano são um período de vendas mais fortes de tintas, mesmo em épocas de incerteza econômica, como a atual. Muitos consumidores aproveitam essa ocasião para arrumar sua casa, fazendo pequenos consertos e reformas, o que normalmente envolve a pintura. Isso ocorre em função de dois fatores que estão interligados: a vontade de receber parentes e amigos em um ambiente mais bonito nas festas de fim de ano e o recebimento do 13º salário por grande parte da população.

Neste ano, em que as vendas do primeiro semestre ficaram abaixo do esperado, essa tradição precisa ser estimulada por fabricantes e revendedores. O trabalho precisa ser feito em conjunto, começando pela divulgação dos atributos das tintas e pelo convencimento do consumidor em relação aos benefícios que trazem. Para isso, é importante agir em diversas frentes, promovendo as tintas e criando condições para que sejam incluídas nas listas de compras dos potenciais compradores.

O papel que cabe aos revendedores é primordial. Eles devem ampliar aquilo que já vêm fazendo no sentido de oferecer preço justo, facilidades no pagamento e atendimento de qualidade, além de mostrar tudo o que as tintas representam: renovação dos ambientes, embelezamento, higiene, proteção e conservação das superfícies pintadas, valorização do imóvel e muito mais. Nas lojas, os profissionais precisam estar cada vez mais preparados para orientar os consumidores sobre as tintas indicadas para cada aplicação, os produtos complementares, as ferramentas de pintura, as melhores técnicas, as tendências de cores, o cálculo da quantidade correta, as formas de limpar e descartar materiais e embalagens.

A indicação de pintores qualificados – facilitada pela existência do Cadastro Nacional de Pintores de Imóveis, disponível em www.pintorprofissional.org.br – é outro importante serviço que já vem sendo prestado ao cliente e precisa ter sequência, contribuindo para que ele saia da loja com todas as possibilidades de ver a sua pintura bem realizada.

Outro aspecto que deve sempre ser lembrado, e que tem forte ligação com o bom atendimento e a orientação, é o crescente nível de exigência dos consumidores. Da mesma forma que os revendedores, os fabricantes precisam continuar fazendo a sua parte, ampliando os esforços para desenvolver produtos cada vez melhores e mais avançados. As tintas que o público deseja são aquelas que cumprem o que se espera deles em termos de desempenho, atendendo aos requisitos das normas técnicas e sendo ambientalmente corretas. O Programa Setorial da Qualidade – Tintas Imobiliárias, da ABRAFATI, já propicia aos revendedores uma excelente ferramenta para satisfazer essas necessidades. Atributos adicionais são sempre bem-vindos, contribuindo para seduzir e encantar os compradores.

Intensificando os esforços que todos os elos da cadeia de tintas já vêm fazendo, temos certeza de que o final de 2012 manterá a tradição de boas vendas, abrindo o caminho para os bons resultados que esperamos para os próximos anos.

* Publicado originalmente na revista Pintou na Artesp

OTIMISMO MODERADO, A MARCA DO FÓRUM ABRAFATI 2012

Com a presença de executivos e lideranças da cadeia de tintas, em 21/08 realizou-se em São Paulo a 7ª edição do Fórum ABRAFATI da Indústria de Tintas. O evento debateu a situação atual e as perspectivas do setor, mostrando que, após um primeiro semestre fraco, os resultados devem ser um pouco melhores no restante de 2012, abrindo espaço para o crescimento mais consistente no próximo ano.

“O mercado está instável, mas crescente, com destaque para as tintas imobiliárias e de repintura automotiva. Teremos um segundo semestre mais forte e em 2013 a indústria de tintas deverá se expandir 1% acima do PIB”, afirmou Antonio Carlos Lacerda, presidente do Conselho Diretivo da ABRAFATI. O tom de otimismo moderado foi confirmado pelo público presente, que revelou suas previsões na pesquisa interativa dataFATI. A maioria estimou crescimento entre 1,6% e 2,5% este ano e um pouco maior em 2013.

Economista-chefe do Bradesco e um dos mais respeitados analistas de conjuntura, Octavio de Barros afirmou que a recuperação da economia brasileira já começou e que será gradual. Na sua opinião, este ano o PIB deverá crescer 1,6%, número que será maior em 2013. “O País tem condições de crescer sustentadamente a 4% ao ano”, afirmou. Ele previu ainda a recuperação da indústria no próximo ano e mostrou que o nível crescente de consumo das famílias é um grande impulsionador da economia e dos investimentos estrangeiros.

Por sua vez, Fernando Figueiredo, presidente da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), traçou um panorama da indústria química, revelando que seu faturamento dobrará até 2020 e mostrando a proposta do setor para mudar sua situação atual, tendo como um de seus objetivos transformar o país em líder na química verde.

Antonio Carlos Teixeira Alvares, presidente do Siniem (Sindicato Nacional da Indústria de Estamparia de Metais), abordou especialmente a situação favorável das latas de aço em relação à sua adequação à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Destacou que o aço é hoje considerado recurso permanente e não um material não renovável, por ser durável e infinitamente reciclável.

O presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção), Cláudio Conz, mostrou otimismo com as perspectivas da construção civil, lembrando fatos positivos como o recorde em financiamentos e o aumento do crédito para reformas, além de novas medidas a serem anunciadas em breve pelo governo. E salientou a importância da capacitação de pintores e o uso de novas técnicas de pintura para alavancar as vendas de tintas no varejo.

“No cenário atual de incertezas, o Fórum ABRAFATI teve importância capital para visualizarmos as oportunidades e os desafios atuais e futuros, o que é essencial para o planejamento e a tomada de decisões pelas empresas”, avalia Dilson Ferreira, presidente-executivo da ABRAFATI.

Vendendo tintas em tempos difíceis

Dilson Ferreira*

A economia brasileira vive um momento delicado, refletindo o que já acontece no mundo todo. Há muitas incertezas no horizonte, gerando instabilidade e afetando a confiança dos mercados.

As previsões referentes ao crescimento do PIB caíram e hoje já começam a ser aceitos como normais percentuais abaixo de 2%.

Se essa situação persistir, os mais variados setores sentirão os efeitos da desaceleração das vendas, que serão agravados pelo alto nível de endividamento dos consumidores. As indústrias de tintas e as revendas serão diretamente impactadas. Os clientes já estão com uma postura mais conservadora e o movimento tende a diminuir. A construção de imóveis verá seu ritmo se reduzir, assim como as reformas e melhorias em imóveis. O mesmo acontecerá com os reparos em veículos. Os segmentos industriais que utilizam tintas também passarão a consumir menos.

Essa não será uma situação inédita para quem vive no Brasil. Já enfrentamos diversas crises e quem sobreviveu a elas tem experiência para lidar com situações adversas. Como sempre ocorre em momentos assim, a primeira reação é buscar formas de reduzir custos. Eliminar gastos desnecessários e supérfluos, adiar o que pode ser deixado para depois, racionalizar o uso de recursos são parte da receita para manter as contas em equilíbrio em períodos difíceis.

Isso é essencial, mas não basta. É preciso ir além da redução de despesas, procurando novas maneiras para estimular as vendas e atrair os clientes. Quem faz a diferença costuma arregaçar as mangas e trabalhar ainda mais, usando muita criatividade, inovando, procurando soluções e recursos para demonstrar ao consumidor a importância das tintas e da pintura. É hora de criar oportunidades para ampliar as vendas, oferecendo mais que simplesmente bons produtos a preços justos. Todos os serviços adicionais e diferenciais que puderem ser agregados serão bem-vindos, pois o público está ressabiado, além de ser cada vez mais exigente e ter seu dinheiro disputado por inúmeros produtos e serviços.

Cabe a nós, fabricantes e revendedores, fazer a nossa parte para que este ano seja melhor do que algumas previsões indicam. Uma boa notícia é que o governo tem agido para estimular a economia. As medidas são insuficientes para o País retomar seu bom desempenho econômico, mas ajudam a gerar oportunidades para estimular os negócios. A queda dos juros pode trazer alívio para empresas com dívidas – que podem ser renegociadas em melhores condições – e para atrair o consumidor para as compras, uma vez que o índice de desemprego continua muito baixo e o consumidor ainda mantém um razoável grau de confiança no futuro.

Os resultados de 2012 e 2013 dependem da atitude que nós assumirmos. Existem dificuldades e desafios a serem superados. Quem estiver disposto a inovar e ousar encontrará melhores possibilidades de obter resultados positivos. E estará mais preparado para a bonança que vem logo após a tempestade, como nos mostram todas as avaliações existentes sobre o futuro do Brasil.

Vamos vencer mais este momento difícil e, nos próximos anos, teremos um vasto leque de oportunidades para explorar. Afinal, o Brasil precisará de muita tinta em sua caminhada para se tornar um país mais rico, desenvolvido e socialmente justo.

* Publicado originalmente na revista Pintou na Artesp

ABRAFATI ELEGE NOVO CONSELHO DIRETIVO E CONSELHO FISCAL

No dia 26 de abril foram eleitos o Conselho Diretivo e o Conselho Fiscal da ABRAFATI (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas) para o biênio 2012-2014. Os novos conselheiros iniciaram seus mandatos imediatamente após a eleição.

Em sua nova gestão, o Conselho Diretivo tem como presidente Antonio Carlos Lacerda, vice-presidente sênior de Tintas e Vernizes, Químicos para Construção, Catalisadores e Infraestrutura para a América do Sul da BASF.

Fernando Val y Val Peres (Sherwin-Williams) e Antonio Carlos de Oliveira (DuPont) ocupam, respectivamente, os cargos de 1º e 2º vice-presidentes.

O grupo de conselheiros é formado também por Claudio Ferreira de Oliveira (Eucatex), Carlos Santa Cruz (PPG), Douver Gomes Martinho (Universo), Elaine Poço (AkzoNobel), João Roberto de Moura Benites (Valspar), Marcelo Cenacchi (Renner Sayerlack), Milton José Killing (Killing), Reinaldo Richter (WEG) e Rogildo Gallo (Montana).

Para o Conselho Fiscal, foram eleitos Clayton Claudinei Nogueira (Valspar), José Carlos Martins (Renner Sayerlack), Miguel Marcos Salazar (Iquine), Amado Góis (Hydronorth), Evandro Rogério Rosa (Acrilex) e Marcelo Perrracini (BASF).

A Presidência-Executiva da ABRAFATI é exercida por Dilson Ferreira.

Quem é Antonio Carlos Lacerda

Vice-Presidente Sênior de Tintas e Vernizes, Químicos para Construção, Catalisadores e Infraestrutura para a América do Sul da BASF, Antonio Carlos Lacerda, de 49 anos, é também presidente do Conselho Curador da Fundação Espaço ECO.

Nascido no Rio de Janeiro, é formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa e possui MBA pela Universidade de São Paulo (USP).

Iniciou sua carreira profissional na Monsanto Company, em 1985, onde exerceu diversas funções nas áreas de Marketing e Comercial no Brasil e nos Estados Unidos. Em 2001, assumiu a Diretoria de Negócios de Papéis Especiais na Norske Skog Industrier para toda América Latina. Em 2005, ingressou na BASF, atuando inicialmente na Divisão de Care Chemicals.

Foi também diretor financeiro da Associação Brasileira de Marketing Rural (ABMR), diretor de Premix e membro do Conselho no Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). É atualmente membro do Conselho da Abramat (Associação Brasileira de Materiais de Construção).

Desafios e oportunidades para a indústria de tintas no brasil

Dilson Ferreira*

A indústria de tintas vive um momento muito positivo no Brasil. O mercado vem evoluindo de forma muito consistente nos últimos anos, tanto no que se refere ao aumento das vendas, quanto naquilo que diz respeito à contribuição aportada para o desenvolvimento dos setores atendidos. O País se consolidou como o quinto maior produtor mundial de tintas e acompanha as principais tendências globais, produzindo tintas para variadas aplicações, com tecnologia de ponta e competência técnica comparável à dos países mais avançados. Por isso, estamos confiantes em crescer acima do PIB pelos próximos anos, prevendo alcançar, até 2020, a marca de 2 bilhões de litros produzidos anualmente.

Temos investido muito fortemente na melhoria da qualidade das tintas, com resultados muito expressivos, beneficiando consumidores, usuários industriais e comerciais. Ao mesmo tempo, estamos sempre direcionando nossos esforços para a atualização tecnológica e a inovação, de modo a atender às novas necessidades do mercado e às demandas dos setores mais exigentes.

Entre essas demandas, a sustentabilidade está em relevo e vem merecendo atenção especial na nossa agenda. Por isso, em 2009, introduzimos o conceito de Tinta do Futuro – tema de nosso Congresso e Exposição –, a partir do qual a pesquisa e o desenvolvimento de soluções sustentáveis ganharam ainda mais evidência no nosso setor, com a participação decisiva de fornecedores como a Petrobras. Além de oferecer produtos com o mínimo de impacto ambiental, temos adotado práticas como a utilização racional de água e energia, o desenvolvimento de matérias-primas oriundas de fontes renováveis, a eliminação de desperdícios, o gerenciamento adequado de resíduos e embalagens. Nosso Programa Coatings Care, de responsabilidade em tintas, tem sido um importante aliado nessa trajetória rumo à sustentabilidade.

Os desafios que se colocam para o futuro da cadeia produtiva de tintas – que representam, ao mesmo tempo, grandes oportunidades – estão ligados à atenção permanente que se deve ter em relação aos aspectos relacionados à sustentabilidade e à qualidade, antecipando-se às futuras demandas por parte dos usuários e às exigências da legislação e regulação. Simultaneamente, é preciso investir em capacitação dos profissionais que atuam na cadeia produtiva de tintas, na revenda e na aplicação do produto. Para um mundo um ambiente de negócios mais complexo, precisamos de profissionais preparados, versáteis e criativos.

O caminho para superar esses desafios é, em si mesmo, outro desafio: buscar a maior integração de cadeia, estimulando os processos colaborativos e implementando projetos conjuntos. Esses esforços têm de ser unidos aos do Poder Público, focando na promoção do desenvolvimento econômico e social – como já fazemos hoje com sucesso em iniciativas voltadas para habitação de interesse social e infraestrutura.

O Brasil está vivendo um período único, repleto de oportunidades. Precisamos trabalhar juntos na superação desses desafios para construir um caminho seguro na direção do crescimento econômico sustentável.

* Publicado originalmente na revista Soluções BR

Programas setoriais da qualidade: Benefícios para o setor e para toda a sociedade

Dilson Ferreira*

Criado no final dos anos 1990, o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat), do Ministério das Cidades, tem como meta elevar continuamente o percentual mínimo de conformidade dos produtos da cesta básica de materiais de construção. Para isso, são desenvolvidas diversas ações, com a participação da indústria, de agentes públicos e privados.

Uma das principais foi a implantação de mais de duas dezenas de Programas Setoriais da Qualidade (PSQs), de diferentes segmentos, que vêm trazendo resultados muito expressivos em termos de melhoria da qualidade dos produtos usados na construção civil. Por isso, é essencial que os dirigentes, engenheiros, profissionais das áreas de compras, jurídica e de especificação das construtoras, entre outros, estejam atentos a esses programas. Os impactos e os resultados que vêm trazendo abrem oportunidades para quem souber enxergá-las.

É preciso destacar que, como consequência do trabalho desenvolvido pelos diferentes PSQs, o mercado ficou mais ordenado, os métodos construtivos estão sendo modernizados e o consumidor vem sendo beneficiado, com habitações com maior qualidade e durabilidade, além de menor desperdício. Ao mesmo tempo, os PSQs proporcionam às construtoras uma oferta de materiais de qualidade, testados e aprovados.

Uma das bases para esse processo de ordenamento do mercado é justamente a criação de parâmetros claros, concretos e científicos de avaliação dos produtos, a partir da publicação e revisão de normas ABNT (NBR). O trabalho de avaliação técnica, amparado por essas normas, envolve a coleta e análise de amostras das mais diversas marcas (de empresas participantes ou não de PSQs), sendo realizados ensaios de desempenho que verificam o atendimento aos requisitos estabelecidos.

O esforço em prol da qualidade tem mobilizado o Poder Público, que vem incorporando essa preocupação em suas políticas e decisões, estabelecendo restrições ao uso de produtos não conformes. No âmbito federal, um exemplo é o programa Minha Casa, Minha Vida 2, em cujas obras é necessário atender às diretrizes do PBQP-H, utilizando materiais de construção produzidos em conformidade com as normas técnicas. Da mesma forma, em São Paulo a CDHU estabelece, como condição para participar de suas licitações, o fornecimento de produtos qualificados pelo PBQP-H. Outra medida que estimula a conformidade é o fato de que apenas materiais qualificados por PSQs podem ser adquiridos por micro, pequenas ou médias empresas com a utilização do Cartão BNDES, com financiamento em até 48 meses. Adicionalmente, cresceu a pressão por parte do Ministério Público e de órgãos de defesa do consumidor para que cesse a produção e venda de materiais fora da conformidade técnica.

O mesmo grau de exigência vem sendo percebido em obras contratadas por grandes empresas privadas, que incluem em suas especificações a utilização de materiais de construção qualificados.

Muitas construtoras já estão credenciadas pelo PBQP-H e participam de programa específico para empresas do gênero, tendo assumido compromissos e metas relacionados à qualidade. Estas já saíram à frente. Divulgando internamente e esforçando-se para cumprir os requisitos estabelecidos, estarão em posição privilegiada no mercado. Afinal, a conscientização em relação à importância da qualidade é crescente, mobilizando construtoras e fabricantes de materiais na defesa do consumidor e da imagem do setor.

* Publicado originalmente na revista Notícias da Construção.